A 20 de Outubro, o palco da maior casa de espectáculos dos Açores recebe o “Jantar de Idiotas”, protagonizado pelo Alpendre Grupo de Teatro, da ilha Terceira. A peça, com texto de Francisco Weber e encenação de Valter Peres, conta-nos a história de um grupo de amigos que, todas as semanas, se junta para jantar e cada um convida a pessoas mais idiota que consegue arranjar. O segredo é fazê-la falar e, no fim, quem tiver levado o maior idiota ganha.
No da seguinte, a noite será dedicada ao amor impossível de “Julietta”, com a Shakespeare Women Company, de Lisboa. Com texto e encenação de Cláudio Hochman, a peça fala-nos do amor impossível, apelando às emoções do público.
O terceiro dia de Festival será dedicado aos “Piolhos e Actores”, uma comédia da Associação Cultural Despe-te Que Suas, ilha de São Miguel, que constitui uma reflexão sobre a precária vida dos actores, a condição do espectador e a necessidade de perdurar mudando a arte teatral. Texto e encenação de José Francis Sinisterra e tradução e encenação de António Campelo.
No dia 23 de Outubro a Dragoeiro Companhia Teatral, de Lisboa, sobe ao palco do Coliseu Micaelense com a peça “Auto B.I.”. Nesta peça, três actores interpretam treze personagens de forma excêntrica, visando salientar uma sociedade de valores superficiais e distantes dos princípios éticos, onde as pessoas se reconhecem mais pelo que aparentam do que pelo que são ou valem, numa crítica mordaz aos jogos de poder, onde mais vale a trapaça que a justiça e o proveito do privilégio em detrimento do bem servir. O texto é de Gil Vicente e a encenação de Miguel Monforte.
No dia seguinte, é a vez de “António e Maria” subir ao palco do Coliseu Micaelense, pelas mãos do Teatro da Garagem, de Lisboa. “António e Maria”, com texto e encenação de Carlos J. Pessoa, divide-se em duas partes: A Terra Treme e Vapor de Água. Nesta peça, revisita-se um tema emblemático do Teatro da Garagem, integrando-se o seu desenvolvimento numa reflexão sobre o percurso da própria companhia. O tema é Portugal: “o Portugal dos pequenitos e dos eufemismos; o Portugal dos projectos megalómanos e do presidente da junta risonho; o Portugal da poesia e das batatas a murro com bacalhau assado; o Portugal do António e da Maria e da revolução tecnológica; o Portugal de New York, que afinal é Newark; o Portugal de Carlos e de Pessoa, o Portugal de tudo isto, que é provavelmente aquilo que nos faz amar este país.”
Recorde-se que o Festival de Teatro JUVEARTE, que está a comemorar dez anos, é uma iniciativa da Associação de Juventude de Candelária.
Visa promover o teatro, sobretudo aquele que é produzido e realizado nos Açores, sendo que este ano chega, pela primeira vez e em simultâneo, às ilhas de São Miguel, Terceira, Faial e Flores com o intuito de contribuir para a dinamização cultural da Região e fomentar o intercâmbio cultural nos Açores.
Orçado em 50 mil euros, conta com a participação dos grupos de teatro Alpendre (Terceira), Amphiteatrum (São Miguel), Teatro A Jangada (Flores), Teatro da Academia (São Miguel), Associação Cultural Despe-te que Suas (São Miguel), Dragoeiro Companhia Teatral (Lisboa), Fala Quem Sabe (Terceira), Shakespeare Women Company (Lisboa), Teatro Extremo (Lisboa), Teatro da Garagem (Lisboa) e Te_Atrito Grupo de Teatro (Faro).
Em Ponta Delgada, os espectáculos terão lugar na sala principal do Coliseu Micaelense, entre os dias 20 e 24 de Outubro; na Praia da Vitória, terão lugar no Auditório do Ramo Grande, entre os dias 20 e 24; na Horta, terão lugar no Teatro Faialense, entre os dias 20 e 21; e, por último, em Santa Cruz das Flores, o auditório do grupo desportivo “Os Minhocas” será palco do evento, entre os dias 20 e 23.
“Uma Carta Coreográfica”
A par da representação, o evento inclui a mostra “Uma Carta Coreográfica”, que estará patente, em simultâneo, no Coliseu Micaelense e no Auditório do Ramo Grande de 20 a 24 de Outubro. Produzida pelo Ministério da Cultura, “Uma Carta Coreográfica” procura explorar de forma interactiva o tema Movimento, Corpo, Dança. Concebida como objecto de grande divulgação, com o propósito de atingir um público alargado e não familiarizado com as artes, a exposição apresenta-se também como um suporte de referência para o público escolar.
A exposição desenvolve-se em duas estações intituladas “O corpo como adivinha” e “A dança como fábula”. Em termos iconográficos, a mostra integra pinturas, desenhos e, sobretudo, fotografias de conceituados fotógrafos portugueses e estrangeiros.
Baby-sitting
A produção do Festival irá assegurar o serviço de acompanhamento para crianças a partir dos 3 anos. O “Baby-sitting” funcionará num espaço próprio destinado a crianças e orientado por uma técnica especializada em educação de infância. As crianças terão à sua disposição um conjunto de actividades diversificadas, desde jogos e materiais didácticos, expressão plástica, filmes, livros e computadores. O serviço é gratuito e estará disponível apenas em Ponta Delgada.
Gabinete de Imprensa
Carmen Costa