A maior casa de espetáculos da Região Autónoma dos Açores foi inaugurada no dia 10 de maio de 1917, num facto notável nos anais da História micaelense.
A iniciativa partiu de um grupo de micaelenses presidido pelo Dr. José Maria Raposo do Amaral, e o projeto de arquitetura foi assinado pelo arquiteto António Ayla Sanches.
Chamava-se, então, Coliseu Avenida e teve em Pedro de Lima Araújo um dos seus mais persistentes dinamizadores.
Em 1950, foi adquirida pela Companhia de Navegação Carregadores Açorianos, dirigida pelo Dr. Francisco Luís Tavares, que acabara de construir o novo teatro de Ponta Delgada. Passou, então, a designar-se Coliseu Micaelense, tendo, depois, integrado a “Cinaçor” da Fundação dos Botelhos de Nossa Senhora da Vida. Foi gerido por António dos Santos Figueira durante cerca de quatro décadas.
A partir dos anos oitenta foi sendo progressivamente desativado, mantendo apenas os tradicionais Bailes de Carnaval, até ficar de todo encerrado por avançada degradação das suas instalações.
Finalmente, no ano de 2002, a Câmara Municipal de Ponta Delgada, por iniciativa da sua presidente, Dra. Berta Cabral, adquiriu o Coliseu Micaelense e promoveu a maior obra de recuperação da sua história de nove décadas, que decorreu essencialmente durante 2004.
A 30 de janeiro de 2005 o Coliseu Micaelense renasce para o mundo do espetáculo.
As suas instalações permitem uma versatilidade única nos Açores e rara em Portugal, capaz de acolher os mais variados eventos, desde espetáculos em auditório convencional ate espetáculos em arena de circo, passando pelos formatos de café-concerto, concerto rock, banquete, casino, congressos, feiras e bailes.